O que ver em Pompeia: quinze lugares que valem o seu tempo
Resposta curta: o Fórum, as Termas Estabianas, a Casa do Fauno, a Casa dos Vettii, o Lupanar, uma padaria, um termopólio, os teatros, o anfiteatro e os moldes do Horto dos Fugitivos. É um dia inteiro. Pompeia ocupa cerca de sessenta e seis hectares e um terço ainda não foi escavado; ninguém vê tudo, por isso a pergunta útil não é o que existe, mas o que merece as horas que tem.
O centro cívico
O Fórum. Uma praça retangular com cerca de cento e quarenta metros, fechada às carroças por marcos de pedra, com o Templo de Júpiter a norte e o Vesúvio logo atrás. Comece aqui: tudo o resto faz mais sentido depois de estar onde a cidade votava, negociava e mexericava.
A Basílica, ao lado, era tribunal e sala de negócios, não igreja. Os celeiros do Fórum são hoje um depósito atrás de grades: filas de ânforas, uma mesa de mármore e alguns dos moldes de vítimas mais fotografados.
As grandes casas
- Casa do Fauno — a maior casa privada de Pompeia, um quarteirão inteiro. O fauno dançante de bronze está no tanque do átrio; o Mosaico de Alexandre no chão é uma réplica, o original está no Museu Arqueológico de Nápoles.
- Casa dos Vettii — construída por dois irmãos nascidos escravos que enriqueceram com o vinho. Paredes vermelhas do Quarto Estilo e um friso de cupidos a trabalhar na sala de jantar.
- Casa do Poeta Trágico — pequena, mas à entrada está o famoso cão em mosaico com a inscrição CAVE CANEM, «cuidado com o cão».
- Casa do Menandro — uma casa aristocrática onde em 1930 se encontrou um tesouro de 118 peças de baixela de prata.
- Casa de Octávio Quártio — pelo jardim: longos canais de água, pérgulas e um leito para refeições ao ar livre.
A vida de todos os dias
- Termas Estabianas — os banhos públicos mais antigos da cidade, com vestiário, sala morna, quente e fria por ordem, e os pisos ocos por onde passava o calor.
- O Lupanar — o bordel construído para o efeito: pequenas camas de pedra e cenas pintadas sobre as portas. Costuma haver fila no corredor.
- Uma padaria — o moinho de Popídio Prisco, com mós de basalto em forma de ampulheta e um forno abobadado.
- Um termopólio, o snack-bar romano: um balcão de alvenaria com potes embutidos. O escavado há pouco na Regio V ainda tem os patos e o galo pintados.
- Via dell’Abbondanza — a rua principal, com pedras para atravessar a via e sulcos de rodas no pavimento.
Espetáculos
O Teatro Grande levava cerca de cinco mil pessoas e o pequeno Odeon coberto, ao lado, era para música e recitais. No extremo leste, o anfiteatro: construído por volta de 70 a.C., é o anfiteatro de pedra mais antigo que se conserva, um século mais velho do que o Coliseu. Ao lado fica a Grande Palestra, o campo de exercício com piscina.
Os moldes
O Horto dos Fugitivos, perto da Porta de Nocera, guarda treze moldes de pessoas que morreram juntas a tentar sair da cidade. É o lugar mais comovente de Pompeia e fica no extremo oposto à entrada principal, por isso muitos não chegam lá.
Fora das muralhas
A Villa dos Mistérios, com a sua sala de figuras pintadas em tamanho real, fica fora da Porta de Herculano, no fim da Rua dos Túmulos. Agora é um percurso à parte que exige o bilhete com as villas suburbanas — confirme o seu antes de ir até lá.
Como encaixar tudo
Entre pelo oeste e termine no anfiteatro, ou ao contrário: assim atravessa a cidade uma vez e não duas. Às vezes fecham casas para restauro sem aviso; quando acontece, costuma haver outra aberta a um quarteirão. E descarregue tudo o que vai usar antes de chegar — dentro das escavações quase não há rede.
Atualizado 2026-10-27